Culpas, se as há
Falemos de culpas. E culpa é aquele sentimento que ninguém quer carregar sozinho, é um fardo do qual todos querem livrar-se o quanto antes, colocando-o nas costas de quem estiver mais perto. E quem está mais próximo do aluno no que diz respeito ao seu aprendizado? A resposta é facilmente encontrada se pensarmos um pouco.
>Sou professora e não culpo os pais que tentam jogar sobre meus ombros a "culpa" pelo baixo rendimento ou falta de comprometimento de seus filhos. Como pais temos pouco em que nos apoiar, andamos meio às escuras, na base do ensaio e erro. Fazemos escolhas que nem sempre são as melhores, ou que não surtem os efeitos esperados.
E ninguém quer carregar a "culpa" por ser um mau pai, um mau educador. Então surge a necessidade de passar a culpa adiante, como uma batata quente.
>Enquanto pais e professores tentam empurrar o fardo uns para os outros, num jogo interminável, o filho / aluno está bem sossegado, jogando video game, vendo TV ou conectado às redes sociais.
Nós nos tornamos adultos de várias maneiras. Uma delas é assumindo a responsabilidade pelos nossos atos, ou pelo que deixamos de fazer. Enquanto estivermos nesse jogo de empurra, o verdadeiro responsável permance impune. Se queremos adultos responsáveis no futuro temos que fazê-los entender que suas escolhas trazem consequências, pelas quais eles precisam se responsabilizar. Só assim conseguiremos que eles percebam que o "bem" e o "mal" são apenas resultados de nossas opções durante a vida.
Zailda Coirano
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No meu tempo...
Quando a gente começa muitas frases com "no meu tempo" é porque está velho. Eu não tenho nenhum problema em ficar velha, melhor que morrer moça, diga-se de passagem. Então "no meu tempo" a gente (os jovens) uma relação bem diferente com professores e pais. Era uma relação entre temor e respeito, não havia um que se atrevesse a levantar a voz para um professor, e menos ainda para pai ou mãe.
Se a gente se atrevesse, na certa o couro comia, e se não comesse o castigo era pior ainda. A gente não tinha internet mas os pais sabiam muito bem tirar o que a gente mais gostava: ida ao clube durante a semana, sair com os amigos no sábado, festa na casa de amigos, discos (daqueles de vinil), rádio, TV, revistas...
E a gente prestava atenção à aula, se não entendia a gente levantava a mão e perguntava. A gente tinha vergonha era de ir pra casa sem aprender nada, de pagar mico a gente não tinha.... O que nos importava não era o que o colega do lado ia pensar de nós, mas sim tirar notas boas para não perder privilégios, mesada. A gente tinha vergonha era da bronca que ia receber se tirasse menos que 6 na prova, ou se o professor escrevesse um bilhetinho no caderno dizendo que a gente não tinha feito a lição de casa.
Quando o pai da gente ia conversar com o professor, na volta ele vinha muito bravo com a gente, e hoje em dia é o contrário: quando vai, o pai já vai com raiva do professor!
E o resultado é que mesmo estudando em escola pública no segundo grau passei em todos os concursos que prestei, passei no vestibular na primeira tentativa, primeia opção e nem fiquei em lista de espera. O que me ensinaram na escola eu aprendi, aprendi também a dar valor ao que realmente vale alguma coisa, àquilo que poderia e de fato mudou minha vida.
O que eu deixo de herança para meus filhos e netos é a educação. Tivesse fazendas, dólares, poderiam ser tirados ou eles poderiam gastar em farra quando eu morresse. Mas o que aprendemos ninguém pode levar de nós. É algo adquirido, que só a nós pertence.
Infelizmente o progresso trouxe muita coisa boa, mas também fez muita coisa andar pra trás. Eu não tenho saudade daquele tempo, eu tenho é pena dos que nunca viveram nele.
Zailda Coirano
Nesse artigo você soube como as coisas eram "no meu tempo".
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Alunos com sede de saber
É muito bom quando a gente se depara com alunos que têm sede de aprender, que sentem-se felizes sempre que aprendem como fazer alguma coisa, que tentam sempre usar o que aprenderam e não têm medo de tentar.
Infelizmente eles são minoria, mas se todos fossem assim, nem precisariam de professores e perderíamos o emprego, certo?
Claro que é muito bom ter alunos assim, quem não sonhou em ter uma classe inteira de alunos interessados e motivados? Mas a bem da verdade, quem precisa mais de nós não é esse aluno. Quem mais precisa de nossa ajuda é aquele aluno que ainda não sabe porque está aprendendo, o que vai fazer com aquilo.
Com esse nós vamos realmente ter trabalho, mas quem disse que seria fácil? Eles nos farão correr atrás de novas formas de ensinar, maneiras de motivá-los, e em consequência dessa busca nós nos tornaremos profissionais melhores.
Então, louvado seja o aluno modelo, mas que Deus abençoe o aluno "real", porque é por ele que crescemos e nos especializamos.
Zailda Coirano
Nessa postagem você aprendeu sobre os alunos ideais e os alunos reais e sua influência em nossa vida profissional.
Professor ou Babá?
Como professores muitas vezes enfrentamos problemas que não deveriam estar ali para resolvermos, e esse foi um dos motivos que me fizeram deixar de dar aula em escolas. São alunos que dentro de casa não têm limites, cujos pais quase nunca estão presentes e que acham que dizer "não" para seus filhos é um crime que irá causar um trauma que nunca mais irá ser curado.
Eu discordo, se cada um de nós precisou de um pai e uma mãe para ser gerado, esse fato me parece ser bem significativo. Isso parece indicar que cada um de nós tem pais para que nos ensinem como nos adequarmos ao mundo, como fazer para sermos aceitos e conseguirmos êxito no que queremos ser.
Os pais que deixam tudo a cargo de empregadas, babás e professores estão se eximindo de uma missão que é deles, e que estava implicitamente aceita quando geraram esse filho.
Nossa missão é ensinar, mas para que ela seja levada a cabo é imprescindível que os pais também cumpram a sua.
Zailda Coirano
Nessa postagem você aprendeu que para que o professor tenha êxito em sua missão é necessário que os pais também cumpram sua parte.
A hora de parar
Não importa o que você está fazendo, para que faça direito você tem que saber a hora de parar. A hora de parar é quando você já está cansado de fazer aquilo, ou que já não está fazendo tão bem quanto gostaria, por diversos motivos.
Se você não vê opções para crescer e criar provavelmente irá sentir-se desmotivado, e se isso for uma constante, talvez seja a hora de parar.
Eu parei de dar aulas na escola onde trabalhava há mais de 13 anos porque senti isso. Parecia que eu estava fazendo sempre a mesma coisa, andando em círculos e os resultados eram cada vez menos satisfatórios para mim.
Não que eu não desempenhasse bem as minhas funções, eu apenas me sentia dando murros em ponta de faca, criando soluções para os mesmos problemas a cada semestre que começava.
Mudaram os alunos ou mudei eu? Ou - antes - será que eu tinha que mudar alguma coisa?
>De qualquer forma quando estamos dentro de uma situação não temos uma visão clara do todo, então a melhor coisa a fazer é distanciar-se para ter uma visão global.
Pode ser que eu volte um dia a dar aulas na mesma escola, se acontecer não vou encarar isso como um retrocesso, mas sim como um recomeço.
Pode ser que eu siga outros caminhos (o que me parece mais provável), de qualquer forma foi uma experiência rica e proveitosa (para todos os lados) e entendi que chegou a hora de parar.
Zailda Coirano
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Aulas por Skype
Estou pesquisando para ver qual a melhor forma de dar aulas por Skype, que é um projeto de 2010, mas só em 2012 poderei dar continuidade. Sempre tive medo de começar e não conseguir levar em frente, e como já dava aulas em escola pensei que poderia ser um acúmulo de horas por dia e eu acabaria tendo que despir um santo para vestir outro.
Descobri que com uma conta premium do Skype (que custa R$7,50 mensais, descontados no cartão) posso fazer videoconferências, criando salas de aula virtuais com discussões em tempo real. Para que funcione todos os participantes (alunos) têm que ter o Skype (versão atualizada) instalada e uma conta premium também.
Estou providenciando os últimos detalhes, em janeiro já vou começar com as inscrições mas antes preciso verificar horários, número de alunos, livro a ser adotado, etc.
Nesse início haverá uma sala virtual para iniciantes de inglês, outra de espanhol e uma terceira de PLE (português para estrangeiros). Ainda não defini os horários exatos das classes, mas haverá 2 opções:
- 30 minutos de segunda a sexta (2 horas e meia de carga horária semanal, 10 horas mensais) para o curso regular.
- 60 minutos de segunda a sexta (5 horas de carga horária semanal, 20 horas mensais) para o curso intensivo.
O curso regular será dividido em 3 níveis: básico, intermediário e avançado, cada nível com 2 livros e 8 meses de duração. O curso total será de 2 anos, com carga horária de 480 horas.
O curso intensivo será dividido em 3 níveis: básico, intermediário e avançado, cada nível com 2 livros e 4 meses de duração. O curso total será de 1 ano, com carga horária de 480 horas.
Os cursos incluirão:
- vocabulário
- gramática
- conversação
- compreensão auditiva
- leitura (compreensão escrita)
- escrita
- fonética
Além dos livros adotados para cada período o aluno receberá material adicional (lição de casa) por email, para imprimir, fazer e enviar por correio. As lições de casa serão corrigidas e enviadas mensalmente aos alunos por correio.
A partir de janeiro de 2012 terei dados concretos e começarei as matrículas para início na segunda quinzena do mês.
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Zailda Coirano
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Aula aos sábados!
Classe de sábado de manhã, eles serão colegas no semestre que vem!


